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Indígenas do Tapajós preparam contraproposta ao governo federal para revogação de decreto

G1

Este artigo aborda indígenas do tapajós preparam contraproposta ao governo federal para revogação de decreto de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.

Assembleia de indígenas para contraproposta ao governo federal

Indígenas das regiões do baixo, médio e alto Tapajós se reuniram em frente ao porto de Santarém para preparar uma contraproposta ao governo federal em relação ao decreto 12.600/2025. Este decreto incluiu a Hidrovia do Tapajós no Programa Nacional de Desestatização, abrindo a possibilidade de dragagem do rio entre os municípios de Santarém e Itaituba.

Após o bloqueio da rodovia Fernando Guilhon, único acesso ao aeroporto de Santarém, o governo propôs flexibilizar o decreto. No entanto, os indígenas exigem a revogação total do documento. Uma audiência está marcada para a tarde de hoje em Santarém, com representantes do Ministério dos Povos Indígenas e Secretaria-geral da Presidência da República, juntamente com lideranças indígenas do Tapajós, para discutir esta contraproposta. O Ministério Público Federal está acompanhando as negociações.

Este movimento de protesto iniciou no dia 22 de janeiro, em oposição à privatização de hidrovias, à dragagem do rio Tapajós e à falta de consulta livre, prévia e informada, que é um direito garantido pela Convenção 169 da OIT. Após 14 dias de protesto e sem acordo com o governo, os indígenas intensificaram suas ações, bloqueando a estrada de acesso ao aeroporto e ocupando o terminal de passageiros.

Histórico do movimento de protesto dos indígenas do Tapajós

Os indígenas das regiões do baixo, médio e alto Tapajós iniciaram um movimento de protesto contra a privatização de hidrovias, a dragagem do rio Tapajós e a falta de consulta livre, prévia e informada, um direito garantido pela Convenção 169 da OIT. O movimento teve início no dia 22 de janeiro e, inicialmente, os indígenas fecharam o acesso de caminhões e outros veículos ao porto de Santarém e ao terminal de uma multinacional graneleira.

No entanto, sem acordo com o governo após 14 dias de protesto, os indígenas intensificaram as ações, bloqueando a estrada de acesso ao aeroporto e ocupando o terminal de passageiros. A liderança Auricélia Arapiun explicou que a ocupação do aeroporto foi uma forma de pressionar o governo a dar uma resposta séria e comprometida às reivindicações dos indígenas. O bloqueio surtiu efeito, levando o governo a enviar uma proposta aos manifestantes.

O presidente do Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns, Lucas Tupinambá, destacou que, inicialmente, não havia diálogo com o governo. No entanto, a situação mudou após o bloqueio da estrada de acesso ao aeroporto, quando os ministros passaram a dialogar com os manifestantes e uma proposta foi entregue às reivindicações dos indígenas. Atualmente, os indígenas estão analisando a proposta do governo e preparando uma contraproposta que será entregue aos representantes federais em Santarém.

Impactos da dragagem do rio Tapajós para as populações locais

A dragagem do rio Tapajós, incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND), tem gerado preocupações entre as populações locais, especialmente os indígenas das regiões do baixo, médio e alto Tapajós. A abertura para a dragagem do trecho entre os municípios de Santarém e Itaituba levanta questões sobre os impactos ambientais e sociais que essa intervenção pode causar.

Os indígenas temem que a dragagem do rio possa afetar diretamente suas comunidades, causando danos aos recursos naturais de que dependem para subsistência, como a pesca e a agricultura. Além disso, a falta de consulta prévia e informada, conforme estabelecido pela Convenção 169 da OIT, é uma das principais reivindicações dos indígenas, que se sentem excluídos do processo de decisão e temem as consequências da privatização das hidrovias.

A revogação do decreto 12.600/2025 é uma das principais demandas dos indígenas, que buscam garantir seus direitos e proteger seus territórios. A contraproposta preparada pelas lideranças indígenas do Tapajós busca assegurar a preservação ambiental e a participação ativa das comunidades locais nas decisões que impactam diretamente em suas vidas.

Diálogo entre indígenas e governo federal

Indígenas das regiões do baixo, médio e alto Tapajós estão em busca de diálogo com o governo federal para discutir a revogação do decreto 12.600/2025, que inclui a Hidrovia do Tapajós no Programa Nacional de Desestatização. Após bloqueios e manifestações, uma audiência foi marcada para a tarde desta quinta-feira em Santarém, envolvendo representantes do Ministério dos Povos Indígenas e da Secretaria-geral da Presidência da República com as lideranças indígenas do Tapajós.

Os indígenas iniciaram um movimento de protesto contra a privatização de hidrovias, a dragagem do rio Tapajós e a falta de consulta prévia conforme a Convenção 169 da OIT. Após 14 dias de manifestações e bloqueios, o governo enviou uma proposta aos indígenas, que estão preparando uma contraproposta para ser discutida na audiência. A liderança indígena Auricélia Arapiun destacou a importância de ouvir a opinião de todos os envolvidos na região do Tapajós para apresentar uma proposta consistente.

O presidente do Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns, Lucas Tupinambá, ressaltou a evolução no diálogo com o governo a partir do bloqueio da estrada de acesso ao aeroporto de Santarém. Após receberem uma proposta do governo, os indígenas estão analisando e se preparando para apresentar uma contraproposta, demonstrando a importância do diálogo e da participação ativa das populações indígenas na discussão sobre o decreto e seus impactos na região.

Notas de esclarecimento do Ministério de Portos e Aeroportos e DNIT

O Ministério de Portos e Aeroportos e o DNIT divulgaram notas de esclarecimento sobre a situação envolvendo a privatização da Hidrovia do Tapajós e a dragagem do rio no trecho entre os municípios de Santarém e Itaituba. Segundo o Ministério, a inclusão da hidrovia no Programa Nacional de Desestatização visa promover o desenvolvimento econômico da região, possibilitando a melhoria da infraestrutura logística e o aumento da competitividade. O DNIT reforçou que a dragagem é necessária para garantir a navegabilidade do rio, facilitando o escoamento de produtos e o transporte de cargas.

As notas destacam ainda que o governo está aberto ao diálogo com as comunidades indígenas e reforçam o compromisso em respeitar os direitos das populações locais, garantindo a realização de consultas prévias e informadas. O Ministério de Portos e Aeroportos e o DNIT ressaltam a importância de encontrar um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental, buscando soluções que atendam às demandas das comunidades indígenas e promovam o desenvolvimento sustentável da região.

Diante da contraproposta apresentada pelos indígenas do Tapajós, os representantes do Ministério de Portos e Aeroportos e do DNIT afirmaram estar dispostos a negociar e buscar soluções que atendam aos interesses de ambas as partes. A audiência marcada para a tarde de hoje em Santarém será uma oportunidade para discutir as demandas dos indígenas e buscar um consenso que beneficie a todos os envolvidos.

Fonte: https://g1.globo.com

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